A Heliogen, uma startup do setor de energia apoiada por Bill Gates, anunciou uma nova tecnologia que se utiliza da inteligência artificial e de espelhos concentradores de energia solar para superar temperaturas superiores a 1.000°C, o que pode vir a ser um divisor de águas na luta contra a crise climática.

Atingindo este nível de temperatura, a tecnologia pode substituir o uso de combustíveis fósseis em processos industriais críticos, incluindo as produções de cimento, aço e petroquímicos, reduzindo drasticamente as emissões de gases de efeito estufa dessas atividades.

Os sistemas concentradores solares comerciais anteriores conseguiam atingir temperaturas de até 565 °C, temperatura útil para a geração de eletricidade, mas insuficiente para muitos processos industriais.

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Aumento foi de 0,3% em relação ao ano anterior, segundo novos dados do SEEG; queda no setor de energia, puxada por renováveis, compensou alta no desmatamento da Amazônia.

As emissões brasileiras de gases de efeito estufa se mantiveram estáveis em 2018, segundo nova estimativa do SEEG, o Sistema de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima.

No ano passado, o país teve emissões brutas de 1,939 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (CO2e), um valor 0,3% maior do que o 1,932 bilhão de toneladas verificado em 2017. Os dados serão apresentados nesta quarta-feira (6) em Recife, durante a 1a Conferência Brasileira de Mudança do Clima.

As emissões decorrentes da alta de 8,5% no desmatamento da Amazônia no ano passado foram em parte compensadas por uma redução de cerca de 10% na destruição do Cerrado, o que fez as emissões por mudança de uso da terra crescerem 3,6%.

No setor de energia, registrou-se queda de 5% nas emissões, ocasionada por um aumento expressivo (13%) no uso de etanol no transporte de passageiros, pela adição obrigatória de biodiesel ao diesel e pelo incremento de renováveis na geração de eletricidade. Nessa área, houve também crescimento da energia eólica e aumento das chuvas, que fizeram o governo desligar termelétricas fósseis e acionar usinas hidrelétricas. Devido ao menor acionamento de usinas térmicas, as fontes não-hídricas ultrapassaram as fósseis pela primeira vez e, em 2018, foram a segunda maior fonte de eletricidade para o país.

Já as emissões de agropecuária, processos industriais e resíduos tiveram pequenas variações: queda de 0,7% no primeiro setor e aumento de 1% nos outros dois.

Mesmo com a aparente boa notícia, o perfil das emissões brasileiras indica que o país, que é o sétimo maior poluidor climático do planeta, ainda não incorporou uma trajetória consistente de redução de emissões. “Manter as emissões brasileiras estáveis num mundo que continua aumentando as emissões é importante, mas não suficiente. O planeta precisa que as emissões sejam reduzidas com vigor nos próximos anos, e infelizmente nosso cenário de emissões para 2020 é de aumento”, afirmou Tasso Azevedo, coordenador-técnico do OC e coordenador do SEEG.

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