banner suzana 2

Por todo setor de energia, no Brasil e no mundo, empresas estão buscando novos modelos de negócios e novas tecnologias para aumentar cada vez mais a sua competitividade. Este é um desafio sem precedentes marcado de forma irreversível pelas rápidas mudanças provocadas pela transição energética e revolução digital. Discutir estes desafios e as oportunidades que estão à nossa frente, com exemplos de casos e soluções que já estão disponíveis. 
A Profa. Suzana Kahn participou do evento como palestrante com o tema "Um mundo em mudanças: Construindo uma vida melhor com tecnologias inovadoras". De acordo com a cientista, os avanços científicos nunca foram tão rápidos, forçando transformações na forma em que vivemos, consumimos e produzimos. É mandatório que o Brasil se antecipe tornando essas novas necessidades em oportunidades para o País.
 

a cidade universitaria e o consumo de energia

PAINEL CONFIRMADO

A Cidade Universitária e o consumo de energia
12 de setembro, 14:30

Subtemas:
Soluções sustentáveis
Por Andréa Santos - Gerente Executiva do Escritório de Projetos do Fundo Verde da UFRJ

Essa conta também é sua
Por Edson Watanabe - Diretor da COPPE/UFRJ

Economia Circular e o Setor Energético
Por Suzana Borschiver - Coordenadora do Núcleo de Estudos Industriais Tecnológicos NEITEC

Mediadora: Laís Crispino
Pesquisadora do Fundo Verde

Na terra, as ondas de calor já bateram recorde neste mês e, até agora, mataram três pessoas na Europa. Ontem, um estudo francês alertou que os próximos quatro anos serão ainda mais quentes. Porém, enquanto o mundo se preocupa com as temperaturas extremas que têm atingido os continentes, poucos sabem que o fenômeno também afeta os oceanos. Essa tendência, inclusive, vai se intensificar com o agravo das mudanças climáticas, colocando em risco o ecossistema marinho e a pesca.

Em um artigo publicado na revista Nature, pesquisadores da Universidade de Bern, na Suíça, afirmam que, entre 1982 e 1996, o número de dias com ondas de calor nos mares duplicou e, caso os termômetros subam 3,5ºC até o fim do século, a probabilidade de esse problema ocorrer será 41 vezes superior, tendo como base a época pré-industrial. Os cientistas alertam que, em média, a extensão física do fenômeno aumentará 21 vezes, com 112 dos 365 dias do ano sob calor intenso e temperatura extrema máxima 2,5ºC a mais do que a registrada atualmente.

Menos alardeadas do que as ondas de calor que afetam as porções continentais do planeta, aquelas que atingem os oceanos têm efeitos devastadores para a vida marinha, sustenta Thomas Frölicher, professor de modelos oceânicos da Universidade de Bern e autor correspondente do estudo. “Um aumento nas ondas de calor marinhas vai elevar provavelmente o risco de impactos severos e de longa duração nos organismos marinhos, especialmente naqueles que vivem em baixas latitudes, onde muitas espécies já estão perto de seus limites termais máximos”, observa.

Frölicher destaca que, devido às especificidades das diferentes populações e dos sistemas marinhos, as respostas aos eventos extremos são variáveis. Ele afirma que o conhecimento que se tem até agora sobre os impactos das ondas de calor nos ecossistemas oceânicos vem de casos recentes, três dos quais foram mais bem estudados pela ciência: o fenômeno que atingiu a Austrália em 2011, o ocorrido no noroeste do Atlântico em 2012 e os observados entre 2013 e 2015 no nordeste do Pacífico. Em todas essas ocasiões, as implicações foram desastrosas.

Leia mais em Correio Braziliense.