Edificações inteligentes (ou smart buildings) é um termo que tem ganhado destaque nos últimos anos, seja como uma forma de pensar edificações mais eficientes e que tragam mais benefícios aos seus usuários ou interesse do setor imobiliário para achar um novo nicho de mercado. 

Percebe-se que em muitos casos, o termo inteligente é utilizado de forma exagerada, sendo muitas vezes como uma forma de vender algumas tecnologias ditas inovadoras. Nessa ótica, como qualquer tecnologia pode se tornar obsoleta ao longo do tempo, muitos dos projetos de edificações considerados modernos, avançados e/ou inteligentes na sua época de construção, atualmente não são mais. 

Edificações consideradas sustentáveis e saudáveis também são frequentemente associadas ao conceito de inteligência, já que são utilizados recursos de forma mais eficiente e permite que o usuário habite um ambiente de melhor qualidade. Entende-se como ambiente saudável aquele que possui ventilação e iluminação natural adequados, ausência de poluentes tóxicos, como compostos orgânicos voláteis (COVs), e que tenha bom conforto térmico, acústico, lumínico e olfativo. 

Neste contexto, as certificações ou selos ambientais de edificações como o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) ou Alta Qualidade Ambiental (AQUA-HQE), também começaram a ser associadas às edificações inteligentes, já que possuem muitos requisitos associados ao uso eficiente de recursos (água e energia), minimização da geração de resíduos e poluentes, conforto dos usuários, entre outros. No entanto, é importante ressaltar, que que a presença dessas certificações não garante um melhor desempenho e qualidade ambiental da edificação, mas sim, que ela possui condições adequadas para tal, de acordo com o escopo e regras da certificação escolhida. 

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