Os paulistanos estão surpresos com seu céu. Nas redes sociais pipocam fotos de um azul que poucos se lembram ter visto na cidade. A redução da poluição da atmosfera da cidade se deve à quarentena que reduziu o trânsito de veículos particulares a um volume semelhante ao dos momentos dos jogos do Brasil nas Copas do Mundo. Se deve, também, à redução da circulação de ônibus definida pelas prefeituras da região metropolitana.

Ana Carolina Amaral, na Folha, e o pessoal do Mídia Ninja, falaram com especialistas que estimam uma queda na poluição da região entre ⅓ e metade dependendo da duração da quarentena.

André Ferreira, do IEMA, explica que “caíram especialmente as emissões de poluentes como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio. A emissão de material particulado (PM) também caiu, embora seja uma queda menor”. Ele explica que o PM vem de veículos a diesel que reduziram a circulação, mas não pararam. Os dois primeiros poluentes vêm mais dos carros que, estes sim, circularam muito menos.

Mariana Veras, pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP, disse que “somos vilões e vítimas da poluição do ar, já que nossa saúde é impactada nisso”. Para ela, existem tecnologias disponíveis para que a sociedade possa decidir as melhores escolhas sobre o transporte e a matriz energética, responsáveis pela poluição do ar.

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