Coleta de lixo eletrificada: as rotas de recolhimento de resíduos sólidos urbanos são ideais para veículos elétricos. Estes veículos percorrem curtas distâncias diárias, fazem múltiplas paradas e a sua eletrificação evitaria muito ruído e parte da poluição urbana. Em setembro, a BYD entregou nove destes caminhões à Comlurb do Rio de Janeiro. Neste mês, a Mercedes apresentou uma modificação do seu eActros que deve entrar em produção experimental em 2021. Los Angeles, cidade que opera uma das maiores frotas de caminhões de coleta de lixo dos EUA, anunciou nova meta para zerar as emissões de seus novos veículos até 2022, e a conversão total da frota até 2035. A cidade da Basileia comprou 20 caminhões elétricos de recolhimento de resíduos, com base em chassis da Volvo, e comprometeu-se a eletrificar 90% da frota de veículos pesados da cidade até 2025.

Locação de furgões elétricos: Em São Paulo, uma empresa fez uma parceria com a BYD e está alugando o furgão T3 e-delivery. A KWfleet diz que “a rentabilidade em relação a veículos fósseis do mesmo porte chega a 20%. A manutenção é mais simples e barata como em todos os elétricos. Eles têm uma vantagem adicional importante na cidade: não estão sujeitos ao rodízio de veículos que proíbe a circulação, uma vez por semana, na região mais importante da cidade. A notícia saiu no Estadão.

Emissões dos elétricos: Sabe-se que as emissões dos carros elétricos dependem da pegada de carbono da eletricidade. Mas não só. Um artigo no FT Alphaville pegou dados da Volks e da Mazda mostrando que a eletricidade gasta na fabricação da bateria é alta. Como sua fabricação é feita em regiões onde a eletricidade é bem suja (China, Canadá, etc), os elétricos só começam a reduzir o total de emissão ao longo do ciclo de vida depois de dezenas de milhares de quilômetros rodados. O artigo destaca que a fabricação de baterias ainda tem muito espaço para ser otimizada e que as emissões para fabricá-las devem cair substancialmente.

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