A professora Andrea Santos, da Coppe/UFRJ, participa nesta sexta-feira, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, do webinar "Biodiversidade, Crise Climática e a Revolução do Futuro", promovido pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES). O evento contará também com o professor Carlos Nobre, do Instituto de Estudos Avançados (IEA/USP); o professor Fabio Scarano, do Instituto de Biologia da UFRJ; a professora Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB); e o professor Rafael Loyola, da Universidade Federal de Goiás (UFG). O evento terá início às 16h30 e será transmitido nas páginas do BPBES, no Youtube (https://bit.ly/36YQnKg) e Facebook (https://bit.ly/2z0oWDd).
A proposta do encontro é discutir os desafios e as oportunidades que permeiam a interface entre a agenda de conservação da biodiversidade e das mudanças climáticas.
Durante o webinário será lançada a reedição do Sumário para Tomadores de Decisão: "Potência Ambiental da Biodiversidade: um caminho inovador para o Brasil", produzido por meio da parceria entre BPBES e Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), do qual a professora Andréa Santos é secretária-executiva, com apoio da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O documento estará disponível no website da BPBES (https://bit.ly/373pRiH) no dia 5 de junho.
Foto: Markus Spiske

Edificações inteligentes (ou smart buildings) é um termo que tem ganhado destaque nos últimos anos, seja como uma forma de pensar edificações mais eficientes e que tragam mais benefícios aos seus usuários ou interesse do setor imobiliário para achar um novo nicho de mercado. 

Percebe-se que em muitos casos, o termo inteligente é utilizado de forma exagerada, sendo muitas vezes como uma forma de vender algumas tecnologias ditas inovadoras. Nessa ótica, como qualquer tecnologia pode se tornar obsoleta ao longo do tempo, muitos dos projetos de edificações considerados modernos, avançados e/ou inteligentes na sua época de construção, atualmente não são mais. 

Edificações consideradas sustentáveis e saudáveis também são frequentemente associadas ao conceito de inteligência, já que são utilizados recursos de forma mais eficiente e permite que o usuário habite um ambiente de melhor qualidade. Entende-se como ambiente saudável aquele que possui ventilação e iluminação natural adequados, ausência de poluentes tóxicos, como compostos orgânicos voláteis (COVs), e que tenha bom conforto térmico, acústico, lumínico e olfativo. 

Neste contexto, as certificações ou selos ambientais de edificações como o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) ou Alta Qualidade Ambiental (AQUA-HQE), também começaram a ser associadas às edificações inteligentes, já que possuem muitos requisitos associados ao uso eficiente de recursos (água e energia), minimização da geração de resíduos e poluentes, conforto dos usuários, entre outros. No entanto, é importante ressaltar, que que a presença dessas certificações não garante um melhor desempenho e qualidade ambiental da edificação, mas sim, que ela possui condições adequadas para tal, de acordo com o escopo e regras da certificação escolhida. 

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Em artigo sobre estrutura urbana, mobilidade e propagação da covid-19, pesquisadores alertam que os meios de transportes e a organização urbana fizeram as cidades brasileiras espraiadas e excludentes, e que esta realidade exige visão diferenciada. E como não é possível alterar no curto prazo a estrutura urbana, parte importante no combate ao vírus deve se dar no escopo da mobilidade, com destaque na rede de transporte público.
No artigo, os professores Romulo Orrico, da Coppe/UFRJ, e Guilherme Leiva, do Cefet-MG, avaliam que a propagação da Covid-19 tem se dado de forma distinta entre cidades e países. O isolamento social e mudanças de hábitos tendem a ser determinantes na contenção do vírus. Contudo, ações similares têm apresentado resultados diferentes. Los Angeles adotou com sucesso o distanciamento social. Mas é uma cidade espraiada, com alto uso de automóvel e poucas praças de convívio intersocial, ou seja, já havia um certo distanciamento. Em New York, uma cidade compacta e de convívio social no transporte coletivo e em ambientes públicos, essa medida foi insuficiente.
Os professores chamam atenção que há um agravante, no Brasil, e no Rio de Janeiro em especial, onde os serviços dependem das tarifas e os operadores alegam dificuldade em garantir oferta adequada à necessária baixa ocupação. Além disso, a falta de dados operacionais confiáveis e de informações detalhadas da demanda, dificultam avaliar o problema; e a própria Covid-19 atinge trabalhadores do setor, que estão expostos e sem a proteção plena que essa doença exige.
Confira o artigo publicado hoje no Globo Online: https://glo.bo/2BeoWQR
Confira o artigo também no Planeta Coppe Notícias: https://bit.ly/2M6gzZB