convite CicloLançamento do Livro – Brasil: um futuro sustentável por Suzana Kahn

Brasil: um futuro sustentável

Sexta-feira, dia 29 de março
Local: Livraria Argumento Leblon
Rua Dias Ferreira, 417
19:00h – Valet no Local

Instituto Acende Brasil montou um banco de dados com informações preciosas para quem estuda ou se interessa pelo setor elétrico nacional. Traz dados históricos, por fonte de geração, da capacidade instalada e da geração diária desde 2014. Também traz dados dos preços no mercado livre e outras informações. O cadastro é gratuito e os dados podem ser baixados.

Boletim ClimaInfo, 21 de fevereiro de 2019.

 

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professor José Goldemberg recapitulou no Estadão a gênese do licenciamento ambiental ainda durante o governo militar e o emblemático caso de Cubatão. Na época, a Petrobrás, uma enorme siderúrgica estatal e multinacionais da petroquímica e de fertilizantes transformaram o município em dos locais mais poluídos do planeta, levando ao nascimento de crianças anencéfalas, a quase 100 mortos na explosão de um duto de gasolina e à desfiguração da Serra do Mar por conta da chuva ácida, entre outras tragédias e mazelas. Naquele momento, a recém-criada Cetesb interditou, multou e enfrentou os grandes poluidores na justiça, e ganhou. A lição que o professor tira dessa história é que às vezes é preciso interditar operações e empresas para que o meio ambiente seja respeitado. Em um sistema altamente judicializado, as multas dificilmente são pagas e o poluidor punido. “Para evitar novos desastres, como em Mariana e Brumadinho, o governo federal precisa demonstrar claramente que vai aplicar as leis vigentes, “doa a quem doer”. Somente assim os técnicos e engenheiros responsáveis pelos projetos e pela fiscalização ambiental se sentirão respaldados para propor a interdição de projetos inadequados e não conceder novas licenças sem a permissão de medidas protetoras da população.” Goldemberg aproveita para dar uma alfinetada no governo Bolsonaro, o qual “não ajudou nada, até agora, a resolver os problemas reais do setor ao reduzir o status do ministério do meio ambiente (que até cogitou de extinguir) e tolerar entrevistas e declarações de membros de sua administração, desqualificando a defesa do meio ambiente como inspirada por agentes internacionais e, de modo geral, “xiita” nas suas reivindicações.”

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