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Este projeto teve como meta realizar o levantamento das subestações até os primeiros quadros elétricos a jusante delas. O mesmo foi finalizado no ano de 2018, e os resultados obtidos ao final foram: a identificação e atualização de 90% dos circuitos elétrico de baixa tensão do CT; atualização das plantas elétricas e diagramas unifilares de distribuição; e entrega dos projetos básicos de 26 subestações de distribuição em média tensão, 13,2 kV. Esses materiais facilitam as manutenções dos circuitos elétricos e reformas de salas de aula, laboratórios e gabinetes; permitem realizar trabalhos de levantamento de carga instalada e eficiência energética no prédio do CT; e possibilitam a substituição e modernização futuras dos circuitos elétricos mais precários; bem como a contratação futura dos projetos executivos para a modernização das subestações, painéis e quadros elétricos.

 

Página do Projeto


A falência do sistema de transporte público por ônibus no Brasil está prestes a se tornar realidade. Indicadores de perda de passageiros, de endividamento e de fechamento de empresas, além da visível deterioração da qualidade dos serviços prestados, são sinais evidentes desse lamentável processo que avançou sobre o setor.

A tragédia anunciada não poupou as empresas, muito menos os passageiros. Ao contrário, o cidadão que depende do transporte coletivo para os deslocamentos diários passou a ser duplamente penalizado pela política equivocada do governo federal, que incentiva a propriedade e o uso de automóveis, provocando o crescimento vertiginoso dos congestionamentos urbanos. O resultado dessa perda de produtividade dos ônibus representa acréscimo de até 25% no preço das passagens.

Este é o pior dos mundos para o sistema de transporte público do Brasil. É o passageiro tendo de arcar com custos altos e ainda conviver com deslocamentos precários, sem conforto e sem garantias de chegar aos compromissos em tempo hábil, em função de regras definidas pelo poder público e da falta de priorização para os ônibus.

O atual retrato do transporte coletivo forjou-se nas últimas décadas. Desde meados dos anos 1990 o setor vem perdendo qualidade e desempenho, resultado do incentivo ao transporte individual. Nos últimos anos a situação se agravou, com sucessivas quedas no número de passageiros – da ordem de 25,9% no período de 2014 a 2017 – e o severo endividamento de mais de 30% das empresas, e 10% delas fecharam as portas entre 2014 e 2016.

Fatores como o acirramento da crise econômica, o represamento de tarifas e o consequente descumprimento dos contratos de concessão impulsionaram a degradação dessa atividade. No entanto, é preciso que se diga que muitas propostas de melhorias feitas pelas empresas operadoras foram ignoradas pelo poder público. Quando muito, foram apropriadas em discursos que não surtiram o efeito devido.

Assim, vieram as promessas do governo federal de um Pacto Nacional pela Mobilidade Urbana. A ideia não foi adiante, mesmo com o anúncio da implementação de projetos de melhoria na infraestrutura urbana – que hoje, de tão precária, é incompatível com o mínimo de qualidade exigida para esse transporte.

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O diretor regional das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Leo Heileman, observa que a poluição atmosférica é muito alta nas cidades da América Latina e do Caribe e que este problema "vai se intensificar de forma drástica". Diz que a frota de carros que queima combustíveis fósseis cresce mais na América Latina e no Caribe do que em qualquer outro lugar do mundo, potencializando sua ineficiência na ocupação do espaço e do tempo dos habitantes das grandes cidades, além de aumentar a poluição e a emissão de gases de efeito estufa. Heilmann defende que a melhor solução é eletrificar o transporte coletivo e o particular o mais rápido possível.

A propósito da situação do transporte coletivo no Brasil, Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), descreveu no Estadão a situação de pré-colapso do setor: “Indicadores de perda de passageiros, de endividamento e de fechamento de empresas, além da visível deterioração da qualidade dos serviços prestados, são sinais evidentes desse lamentável processo que avançou sobre o setor”. Cunha responsabiliza as políticas de contenção das tarifas, mas, principalmente, as de incentivo ao carro por meio dos incentivos e subsídios que, no seu entender, seriam melhor aproveitados para o país se aplicados no transporte coletivo. Difícil discordar.


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