suzana ent valorA ciência e a tecnologia, tão negligenciadas no Brasil, modificaram a história da Humanidade.

Há cerca de dez mil anos os seres humanos aprenderam a manipular espécies de plantas e animais, promovendo a chamada Revolução Agrícola. A ciência e a tecnologia empregadas para promover tal revolução foram determinantes para redirecionar os rumos da sociedade. Mais recentemente, há 500 anos, ocorreu a Revolução Científica, cuja paternidade é atribuída a Galileu Galilei. Esta se encontra em permanente evolução, incluindo desde as tecnologias que permitiram a Revolução Industrial, com máquinas que transformaram os processos produtivos, até a recente transformação digital, com internet, robótica, entre outras inovações que apontam para uma sociedade completamente diferente da que conhecemos.

O avanço do conhecimento requer ausência de preconceito, mente curiosa, crítica e questionadora. Exige sintonia para estabelecimento de pontes entre presente e futuro. No século XVIII, não existia uma percepção dos limites ambientais do planeta. Hoje, constata-se escassez de praticamente todos os recursos naturais, trazendo à tona realidades que não eram reconhecidas naquele século. É necessário fazer uso eficiente desses recursos, estimular o seu reuso, a regeneração do ambiente, ou ainda a substituição dos recursos finitos. E tudo isso só será eficaz com a inclusão de toda a sociedade, não apenas de uma parcela. O atual momento requer uma mudança radical na trajetória de desenvolvimento, exigindo pesquisas científicas e soluções tecnológicas que incorporem os novos desafios.

É espantoso o que presenciamos hoje em nosso país: desafios ambientais são subestimados, a ciência é questionada, cortes substanciais são feitos nos orçamentos das universidades e órgãos de pesquisa.

Os dez mil anos de história não estão sendo suficientes para compreensão da importância da ciência e tecnologia para o progresso humano.

Confira o artigo da vice-diretora da Coppe, Suzana Kahn, publicado no dia 07/09, no jornal O Globo.

Suzana Kahn é vice-diretora

da Coppe/UFRJ


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desastres e mudancasSessão Inalgural com:

Eduardo Viveiros de Castro
Suzana Kahn
André Trigueiro

12/Agosto (segunda-feira), às 17h30
No Salão Pedro Calmon
(Campus UFRJ Praia Vermelha)

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Pelo quinto ano consecutivo, os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste/Centro Oeste estão abaixo da média histórica. Na região chove menos do que a média histórica e a capacidade de várias usinas tem se reduzido por conta do assoreamento, o acúmulo de sedimentos trazidos pelo rio que não passam pela barragem.

Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), 2013 foi o último ano no qual se registrou a presença de mais água do que a média histórica dos reservatório. Em 2014, ano da crise de água de São Paulo, os reservatórios tinham apenas ⅔ da média. Só não faltou luz porque havia termelétricas suficientes para sustentar a demanda.

De lá para cá, o nível dos reservatórios oscila em torno de 80% da média histórica. Além das térmicas, a brutal recessão pela qual passou o país afastou o risco de apagões.

A situação no Nordeste só não é pior por conta da expansão das eólicas nos litorais do Rio Grande do Norte e do Ceará e no interior da Bahia.

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