O planeta vai reduzir em 2020 a emissão de gases do efeito estufa em 6% por conta da freada econômica durante a pandemia atual. Já o Brasil vai na contramão mundial e deve aumentar esse número que é um dos índices causadores do aquecimento global que ameaça a vida na Terra. Essa é a conclusão de estudo feito pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil, que é uma iniciativa do Observatório do Clima que calcula anualmente as emissões e remoções desses gases de todos os setores da economia brasileira.

"O Brasil tem um perfil diferente dos outros países, e suas emissões estão mais ligadas ao uso da terra. Com recordes de desmatamento, o país deve aumentar de 10% a 20% das emissões. A diminuição da atividade na indústria, no transporte e na geração de energia por conta do isolamento social atual acaba sendo pequena por aqui, comparada com a questão ecológica", afirma engenheiro florestal Tasso de Azevedo, que coordenou esse levantamento.

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O desaquecimento econômico global dos últimos meses logrou reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa. Segundo um estudo publicado na Nature, as emissões caíram 17% na primeira semana de abril, quando as regiões responsáveis por 89% das emissões globais de carbono estavam sob algum tipo de distanciamento social. O montante é equivalente a 17 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) a menos por dia na atmosfera terrestre.

Para o Brasil, a queda estimada pelo estudo até a primeira semana de abril chega a 25%. Mas é importante ressaltar que o estudo leva em conta uma parte das emissões, aquelas relativas à geração de eletricidade, indústria, transporte de superfície e aéreo, comércio e serviços e setores público e residencial. Não foram estimadas as variações das emissões da agricultura e da mudança do uso da terra (desmatamento, por exemplo), muito importantes no caso brasileiro.

Como informa Ana Carolina Amaral, na Folha, a maior queda dentre os setores analisados veio do setor de transporte de superfície (automóveis), que reduziu suas emissões em 43%. As emissões relativas à energia e à indústria também registraram queda de 43%. O estudo apurou mudanças nas emissões diárias de carbono e de outros gases de efeito estufa entre janeiro e abril, segundo os níveis de confinamento.

Na Piauí, Luigi Mazza destaca que, à medida em que os níveis de quarentena foram caindo no Brasil, a redução de emissões em comparação com o pré-pandemia também foi se reduzindo. A redução diária entre 10 e 30 de abril ficou em 8%.

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Estudo publicado na Nature aponta risco de contágio ainda maior do que o imaginado. Descoberta de cientistas chineses reforça necessidade de isolamento social.

 

coronavírus Sars-CoV-2 pode permanecer no ar por tempo indeterminado em ambientes abertos e no interior de prédios. A descoberta mostra que o risco de contágio é substancialmente maior, alerta hoje um estudo publicado na revista Nature.

Partículas em suspensão do coronavírus, em aerossol, foram detectadas no monitoramento ambiental de dois hospitais de tratamento de Covid 19 e de áreas públicas vizinhas a eles em Wuhan, na China.

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